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domingo, 12 de setembro de 2010

Jayme Matarazzo sobre sucesso em “Escrito nas Estrelas”: “ninguém fica rico com a Rede Globo”


O ator Jayme Matarazzo, filho do diretor Jayme Monjardim e neto da cantora Maysa, está desfrutando da fama graças ao papel de protagonista em “Escrito nas Estrelas”. E apesar da fama como ator, Jayminho ainda mantém os pés no chão e diz que não está rico.

“A última coisa que tô é rico. Ninguém fica rico com a Rede Globo, mas com os trabalhos que faz por causa da Globo [como comerciais, bailes de debutante e presença em eventos]”, afirmou Jayme Matarazzo em entrevista a coluna de “Mônica Bergamo”, do jornal “Folha de S. Paulo”.

Jayme Matarazzo revelou ainda que apesar do nome famoso, não tem muito contato com outros membros da família Matarazzo. “Nem tenho muita proximidade com a família. Meu pai não teve muito contato com eles. O Eduardo [Matarazzo Suplicy, senador] e o Supla [filho de Suplicy], conheço só de se esbarrar”, contou o ator.

O primeiro trabalho de Jayme Matarazzo como ator foi na minissérie “Maysa”, sobre a vida da avó. “Maneco [o autor Manoel Carlos] me pediu [para interpretar Monjardim na trama]. Eu não queria que virasse profissão”, revelou o ator, que depois foi convidado para protagonizar “A Suprema Felicida”, de Arlando Jabor. “Ele [Arnaldo Jabor] é amigo do meu pai. Me convidou e disse: ‘estou te dando o papel mais importante da minha vida’. Se um cara como Arnaldo Jabor, com aquela grandiosidade, te dá um voto de confiança, não dá pra negar. Não corri atrás de nada. Mas se tá todo mundo enxergando algo em mim, não vou impedir.”

Sobre a carreira de ator, Jayme Matarazzo acredita que tudo que aconteceu até agora com ele foi obra do acaso. “Acredito em destino, em acasos. Olha só: primeiro fiz ‘Maysa’, uma homenagem ao meu pai. E aí fiz ‘A Suprema Felicidade’, numa hora em que estava descobrindo uma profissão. Depois, ‘Escrito nas Estrelas’. Para pra pensar [nos nomes dos trabalhos]! É brega, mas é lindo”, finalizou o ator.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

"Acredito na vida após a morte", diz ator que vive um anjo em "Escrito nas Estrelas"

Divulgação/Globo

Alexandre Rodrigues, ator caracterizado como o Seth, seu personagem em "Escrito nas Estrelas"

Alexandre Rodrigues nem sempre sonhou em atuar diante das câmaras. O ator que dá vida ao anjo da guarda Seth, na novela "Escrito Nas Estrelas", da Globo, já quis estudar Gastronomia. "Me interesso pelo assunto. Posso ser 'chef ' um dia", brinca o jovem, que afirma ter sido uma surpresa quando recebeu o convite para interpretar o anjo.

"Fiquei feliz quando os diretores falaram que eu seria o anjo da guarda do Jayminho", diz o ator, referindo-se a Jayme Matarazzo, com quem contracena na novela. Para os mais atentos, Seth é também o nome do personagem de Nicolas Cage no filme "Cidade dos Anjos", de 1998. Entretanto, a figura de um anjo negro foi inspirada no companheiro de gravação do longa. Neste caso, no ator Andre Braugher, que interpretava Cassiel.

"Soube que a Beth tinha buscado inspiração no filme para idealizar o meu papel", lembra Alexandre sobre a autora da novela, Elizabeth Jhin. Mesmo assim, ele confessa não ter visto o filme por completo. "Já assisti a alguns trechos , mas não consigo terminar. Pura falta de tempo", confessa ele, que não encontra chance de terminar de assistir o longa-metragem, mesmo assistindo do próprio celular.

Correria é uma rotina na vida do ator. Ele chega aos estúdios para gravar às 13h e sai às 21h. Quase não encontra tempo para acompanhar seu trabalho na tevê. "As gravações demandam tamanha atenção que não consigo sequer ver a novela", avalia ele, que já saiu dos estúdios às
3 horas da manhã. "É um prazer trabalhar com este núcleo. Nem sinto a hora passar", minimiza.

Uma das principais características do trabalho de Alexandre é a versatilidade. Seja no cinema ou na tevê, ele já fez papéis dos mais variados tipos. "Já fui escravo, dono de bar, estudante, agora sou anjo", enumera o ator, ainda que, nos últimos trabalhos tenha demonstrado preferência por interpretar situações que fogem do cenário de violência. Uma contradição, visto que o trabalho que o tirou do anonimato foi justamente o longa que retrata o cotidiano de tráfico e drogas, "Cidade de Deus", de 2002.

Nele, Alexandre interpretou o jovem Buscapé, papel que lhe rendeu atenção do público e também dos autores. Foi após o filme que ele recebeu diversos convites de trabalho. "Posso dizer com toda certeza que minha vida se divide entre antes e depois de 'Cidade de Deus", admite.

  • Divulgação

    Seth (Alexandre Rodrigues, à esq.) ajuda Daniel (Jayme Matarazzo) em "Escrito nas Estrelas"

Segundo o ator, todos os seus personagens têm um pouco dele. "Dessa maneira o trabalho fica mais autoral", defende. É assim nas películas e também nas novelas. No caso do anjo Seth, Alexandre diz que se considera tão tranquilo quanto seu personagem e garante que não é leigo em espiritismo, tema abordado na produção. Ele até já frequentou um centro espírita.

"Esse contato foi muito importante para mim. Pude compreender melhor certas questões que não entendia anteriormente", diz o ator, acrescentando que a experiência de fazer a novela o ajudou a ter mais paciência e a refletir sobre assuntos como reencarnação ou a saudade de um ente querido. "Acredito na vida após a morte", afirma.

A novela trouxe uma nova realidade para a vida do ator. Com ela, Alexandre aprendeu que nada é por acaso. Principalmente quando o assunto é planejar o futuro. Ele diz que agora não procura oportunidades paralelas, pois tudo acontece na hora certa. "Esta é a principal mensagem que aprendo com o folhetim e trago para minha vida", filosofa.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

'Escrito nas estrelas': vilania de mãe para filha

Para quem pensa que é fácil ser vilã e ainda provocar risadas, Zezé Polessa avisa que achar o tom da personagem é a sua maior dificuldade ao interpretar Sofia em “Escrito nas estrelas”:
— Estou começando a me divertir com ela. No início, ficava preocupada em descobrir a medida da vilania.
E os ensaios antes do “gravando” servem para aparar essas arestas. Na cena prevista para ir ao ar amanhã, gravada na última terça-feira, Sofia afirma a Antônia (Suzana Faini) que Beatriz (Débora Falabella) tem tudo para ser a mãe do filho de Daniel (Jayme Matarazzo). A dondoca ainda deixa claro que ela e Mariana (Carol Castro) devem ficar bem longe do caminho das duas.
Como se vê, veneno é o que não falta. O desafio é encontrar o equilíbrio entre maldade e humor. É aí que entra o diretor Pedro Vasconcelos.
No ensaio, Sofia dispara: “Não se faça de sonsa com esse olhinho azul que estou de olho em você!”. Mas Pedro aconselha Zezé a ser mais séria:
— Vamos direto ao ponto. Senão, a piada fica melhor do que a ameaça.
Dá trabalho, mas Zezé está adorando o resultado:
— As pessoas me chamam de nojenta. Brinco dizendo que não sou a vilã que mata, só esfola um pouquinho.
Depois de repetir a cena algumas vezes, Débora Falabella opina nas marcações de cena, e as sugestões são aceitas pelo diretor.
— Numa novela, são vários diretores. Por isso, o intérprete tem uma certa autonomia. É legal ter essa troca — comemora Débora.

Visual extravagante
Na mesma cena, quando Beatriz avisa à mãe que quer comprar uma bota branca, é logo repreendida por Sofia: “Vai ficar sem classe!”. Mas a vilã não pode reclamar: não foi só a vocação para a maldade que ela deixou de herança para a filha, mas também o gosto extravagante.
— Fica engraçado porque elas estão sempre combinando — conta Zezé, que defende Sofia, mas não usaria o figurino da personagem: — Ela não é perua, quer impressionar. Eu pensava: como ela vai ser tão chique se não tem dinheiro? Mas ela copia os modelos da revista.
Débora afirma que também não adotaria o visual de Beatriz.
— É muito peso, muito colar... E tem gente que anda assim na rua! Beatriz escorregou na “peruíce” — brinca a atriz: — Ela é tão fútil que eu fiquei até chateada. Não tive que ler nenhum livro!

'Escrito nas estrelas': o cão Juca estreia como ator e rouba a cena

Juca nem parece um estreante em novelas. Tranquilo, o golden retriever que “interpreta” Pepe na trama parece ator profissional: não se incomoda com a presença dos jornalistas no estúdio e segue as marcas da direção à risca. Quer dizer, com uma ajudinha da treinadora, Luciana Melo, e do próprio elenco.
Quem vê Nathalia Dill, por exemplo, dando comandos ao colega de cena nem imagina que ela não tenha intimidade alguma com animais.
— Não tenho o menor jeito com cachorro, morria de medo — conta a atriz: — Observo a Luciana e tento fazer igual a ela, mas trabalhamos muito para ele se sentir confortável com a minha presença.
Luciana, que também é dona de Juca, conta que preparou os atores que mais gravam com o cachorro, como Nathalia, Jayme Matarazzo e Humberto Martins.
— Ele é apaixonado pelo Humberto! A gente teve até que frear um pouco isso, porque ele não pode ficar o tempo todo com o (personagem) Ricardo. Mas bastava Humberto olhar para o Juca, que ele ia atrás — conta a treinadora, que adotou o animal, de 4 anos, há dois.
Muito disciplinado, o cão quase não dá trabalho, mas ele já sentiu que vida de estrela não é essa moleza toda.
— Outro dia, quando tivemos que gravar uma cena no cemitério, ele ficou com muito medo, e começou a chorar em cena. Até tentou se esconder — lembra Luciana, que se diverte com a condição do novo astro: — Eu brinco que durmo com um global todo dia!

terça-feira, 4 de maio de 2010

Sem pretensão de ser ator, Jayme Matarazzo virou protagonista de novela

Jayme Matarazzo, ator que protagoniza a novela "Escrito nas Estrelas"

Lançar-se como protagonista de novela não abalou o jeitão tranquilo de Jayme Matarazzo. O ator demonstra segurança e calma quando fala sobre seu mais novo trabalho na televisão. Filho do diretor Jayme Monjardim, o intérprete de Daniel em "Escrito nas Estrelas" cresceu em meio aos sets de gravações.

Matarazzo cursava faculdade de Cinema quando recebeu o convite de Manoel Carlos (autor da minissérie "Maysa – Quando Fala Um Coração", que contava a história de sua avó) para participar da trama. "Não sei de onde ele tirou essa ideia maluca de eu interpretar meu pai. Não me sentia preparado, nem à vontade na frente das câmaras", confessa. Mas o jovem paulistano de 24 anos não apenas atuou como foi assistente de direção.

"Depois que terminei de gravar, achei que voltaria para minha faculdade. Não tinha nenhuma pretensão de ser ator. Fiz porque era um projeto diferenciado", explica. Até que, poucos dias depois, foi convidado para viver Paulo, um dos papéis principais do longa "A Suprema Felicidade", de Arnaldo Jabor. "Aprendi muito. Foi quando me senti confiante e preparado para fazer novela", ressalta ele, que contracenou com atores experientes como Marco Nanini, Dan Stulbach e Elke Maravilha.

Para compensar a falta de vivência, Jayme passou a estudar e a observar os colegas de profissão. Em Daniel, seu primeiro papel em novela, ele pretende focar mais na interpretação, mas sem deixar os bastidores de lado.

Diferentemente de muitos atores que levam algum tempo para conquistar um papel de destaque em um folhetim, a recente trajetória de Jayme fluiu em ritmo acelerado.

No ar como o espírito do estudante de Medicina que volta para o mundo terreno para proteger Viviane, vivida por Nathália Dill, Jayme não demonstra preocupação com a responsabilidade de representar um dos personagens principais da trama de Elizabeth Jhin. "É diferente quando não se está em um ambiente familiar. Não é um universo desconhecido, é só uma outra função", conta.

Para o ator, sua familiaridade com o meio o mantém com o pé no chão e sem deslumbres em relação ao mundo da fama e ao assédio que a televisão traz. "Sei o quanto a carreira pode modificar o nosso dia a dia, mas estou mais preocupado em fazer um bom trabalho. Cada um faz o seu caminho e trilha o que quer", diz.

A maior novidade para Jayme é o tema central da trama das seis. Para compor seu personagem, ele teve de estudar o espiritismo, crença que desconhecia totalmente. "Tive uma série de conversas com estudiosos do assunto e fiz visitas a centros espíritas. Isso me ajudou a mergulhar nesse universo", conta o ator, que passou a nutrir certa admiração pela doutrina.

"Mesmo não seguindo o espiritismo, dá para tirar muitas coisas boas sobre o jeito de viver. É uma religião que condena menos. É muito leve e bonita", analisa.

sábado, 1 de maio de 2010

Carolina Kasting se assustou ao ler o roteiro de sua vilã em "Escrito nas Estrelas"

Carolina Kasting, atriz que está no elenco de "Escrito nas Estrelas"

Carolina Kasting, atriz que está no elenco de "Escrito nas Estrelas"
Quando Carolina Kasting foi questionada por sua filha Cora, de quatro anos, a respeito do lado negro da força –expressão criada na série "Guerra Nas Estrelas"–, teve o clique para definir o perfil psicológico da egoísta Judite, personagem que a atriz interpreta em "Escrito nas Estrelas", da Globo. "Ela é má, capaz de fazer qualquer coisa para conseguir o que quer. Nunca havia interpretado uma vilã assim. Fiquei até assustada quando comecei a ler o roteiro", confessa.

Durante o trabalho inicial de composição, a atriz fez uma análise do comportamento da personagem nos diferentes núcleos pelos quais transita. "Dependendo da pessoa com a qual esteja, ela se comporta de uma ou outra maneira. Ela não é a mesma com a família e com as amigas", exemplifica. Com outras vilãs no currículo, como a Rosana, de "Terra Nostra", e a Laura, de "Mulheres Apaixonadas", Carolina acredita que sua personagem no folhetim das 18 h supera as demais. "Ela não poupa nem os próprios filhos", afirma, indignada.

Em 2009, depois de despedir-se de Béatrice, sua personagem em "Malhação", a atriz aceitou o convite da diretora Karen Acioly para protagonizar o espetáculo infantil "Ogroleto". Em breve, ela terá de conciliar as gravações da novela com as apresentações da peça, que volta a estar em cartaz em maio. "Dei uma parada por conta do início da novela, mas já está tudo pronto para a reestreia", indica. Carolina se diz influenciada pelas experiências que está vivendo como mãe. "Descobri coisas novas e mudei muito com a maternidade. Isso também se vê refletido em algumas escolhas que fiz no terreno laboral", reconhece."

É a primeira vez que você muda radicalmente de visual, abandonando inclusive o tom natural do seu cabelo. A que se deve essa necessidade?
Conversei com o Papinha –diretor da novela– sobre a personagem e chegamos à conclusão de que seria necessário mudar o registro. A ideia era fazê-la meio perua, já que ela é consumista e se preocupa com a aparência. O cabelo castanho, que gosto mais para mim, é um pouco romântico. Não combina com ela, que é muito extrovertida. Depois de assistir ao filme "Um Sonho Possível", com a Sandra Bullock, pensei: "É isso! Ela vai ficar bem com a franjinha picotada e o cabelo mais claro, louro".

Mas a mudança não se dá só no quesito físico. Pela primeira vez você faz uma personagem mais extrovertida. Como é a experiência?
Muito legal. Eu já tinha participado de duas temporadas de "Malhação" e, por mais que a Béatrice, minha personagem na novelinha, não fosse tão espevitada, já tinha uma abertura maior. Tirando essa experiência, pode-se dizer que minhas personagens eram realmente mais introspectivas. Em "Escrito nas Estrelas", além dessa coisa meio exagerada, tem também a questão da maldade. Se consideramos essa combinação, ela é realmente muito diferente de tudo que eu já interpretei.

Que diferença você imprimiu à personagem?
Na verdade foram várias as características que achava que a personagem deveria ter. Eu já tinha vivido outras vilãs em novelas, mas queria fazer algo totalmente diferente dessa vez. Como ela é uma dondoca que não quer abrir mão da comodidade de um casamento falido, era importante destacar o lado fútil dela. E também mostrar que ela não tem princípios. Age sem se preocupar com as consequências dos seus atos. Sem contar que ela é meio bipolar. Vai da depressão à euforia. Estou adorando fazer.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Giovanna Ewbank se esforça para emplacar em 'Escrito nas Estrelas'

Em 'Escritos nas Estrelas', Giovanna Ewbank interpreta a divertida e ingênua recepcionista da clínica de Ricardo, de Humberto Martins, que vive um ... Foto: Luiza Dantas/ Carta Z Notícias/TV Press
Giovanna Ewbank tem grandes expectativas sobre sua personagem Sueli em 'Escrito nas Estrelas'

Ao falar de seu trabalho em Escrito nas Estrelas, Giovanna Ewbank intercala largos sorrisos com um olhar atento. É com essa mesma mistura de alegria e seriedade que a atriz de 23 anos deposita grandes expectativas sobre Suely, sua personagem na novela das seis da Globo. Na trama de Elizabeth Jhin, ela interpreta a divertida e ingênua recepcionista da clínica de Ricardo, de Humberto Martins, que vive um romance secreto e conturbado com o vilão Gilmar, de Alexandre Nero. A atriz acredita que a Suely pode ser um divisor de águas em sua carreira. "Estou me dedicando ao máximo porque é uma personagem com potencial para isso", empolgou-se Giovanna, que faz sua terceira novela na emissora.

Na história, a ingenuidade de Suely coloca a moça em várias enrascadas. Perdidamente apaixonada por Gilmar, ela age como cúmplice em algumas armações do vilão, sem se dar conta de que está fazendo mal a outras pessoas. "Ela é uma menina tão ingênua que chega a ser um pouco burra", sintetizou Giovanna. Com fortes traços cômicos, a personagem vive uma série de situações engraçadas ao lado do amante e das amigas Mariana e Luciana, de Carol Castro e Manuela do Monte, com quem divide um pequeno apartamento. "Trabalhar com comédia exige um cuidado especial, mas é uma delícia. Saio das gravações me sentindo leve", derreteu-se.

E interpretar um personagem cômico não é novidade para Giovanna. Em 2006, a atriz fez sua estreia nas novelas como a divertida Marcinha, de Malhação. A personagem, que se destacava pelo puxado sotaque caipira e pelas roupas de festa de São João, trouxe mais segurança à atriz para trabalhar com o gênero. Mas, mesmo assim, ela frisa que são dois trabalhos de composição muito distintos. "A Marcinha era uma personagem caricata, uma caipira grosseirona. Já a Suely é fútil e vive situações mais engraçadas", analisou a atriz, que teve de passar por uma mudança no visual para viver a recepcionista, trocando o longo cabelo moreno por curtas madeixas louras. "No primeiro mês eu estranhei muito. Nem me reconhecia no espelho, mas agora já me adaptei", garantiu.

Giovanna torce, no entanto, para poder mostrar não apenas seu lado engraçado, como também um aspecto mais dramático. Isso porque sua personagem vai sofrer por não ser assumida pelo ganancioso Gilmar, que tem vergonha do relacionamento dos dois e a enrola o tempo todo. "Acho que, por mais que seja cômico, vai ser uma espécie de alerta para muitas mulheres que são enganadas. Estou preparada para chorar muito", avisou.

Mas toda a empolgação que Giovanna demonstra com a carreira de atriz nem sempre existiu. Durante a infância e a adolescência, ela era considerada a mais tímida da família. Apenas depois de começar a modelar, aos 15 anos, Giovanna aceitou entrar em um curso de teatro para se desinibir e ficar menos travada nos testes de modelo que fazia. E foi só uma questão de tempo até o interesse pelos palcos falar mais alto. "O teatro virou uma espécie de terapia. Me tornei uma pessoa mais segura e percebi o quanto atuar me faz bem", avaliou.

Entre os pequenos

A estreia de Giovanna na TV como a patricinha do interior Marcinha de Malhação rendeu à atriz muitos fãs entre o público infanto-juvenil. Tanto que, até hoje, ela costuma ser parada nas ruas para falar sobre a personagem. Mas o maior contato de Giovanna com as crianças aconteceu entre o final de 2009 e início de 2010, quando ela passou a ser uma das apresentadoras do TV Globinho. "Sempre lidei muito bem com crianças, mas nunca imaginei que fosse gostar tanto de apresentar um programa infantil", elogiou.

Satisfeita com a nova experiência em frente às câmaras, Giovanna conta que só deixou a apresentação do programa porque precisava se dedicar exclusivamente a Escrito nas Estrelas. "Gosto de fazer uma coisa de cada vez. Ainda estou no início da carreira e não tenho o jogo de cintura que muitos atores têm para conciliar vários trabalhos", admitiu a atriz, que tem contrato com a Globo até o final do ano.

Instantâneas

# Giovanna estava com a passagem comprada para ir morar em Nova York quando recebeu uma ligação avisando que tinha sido aprovada no teste para Malhação. A atriz chegou a ficar em dúvida se desistia ou não da viagem, mas achou melhor investir na carreira de atriz.
# Em 2008, Giovanna interpretou a garota de programa Sharon na novela A Favorita.
# Em Escrito nas Estrelas, a personagem de Giovanna não chega a tocar no assunto da espiritualidade, tema com o qual a atriz diz ter familiaridade. "Meu pai é espírita e eu acredito na religião", contou.
# Antes de se dedicar à carreira de atriz, Giovanna trabalhava como modelo e fazia faculdade de Moda. Ela criou uma grife chamada As Filhas.

Nathália Dill não tem opinião formada sobre o espiritismo, tema da novela que protagoniz

Nathália Dill, a Viviane de "Escrito nas Estrelas"

A rapidez com que a carreira de Nathália Dill se desenvolveu chama a atenção. Com apenas três anos na TV, ela acumula três novelas no currículo e já encara sua segunda protagonista. O ritmo acelerado da ascensão, porém, parece não afetar o jeito dessa carioca de 24 anos.

Dona de uma personalidade calma, a atriz esquece do tempo quando o assunto é sua nova personagem, Viviane, protagonista de "Escrito nas Estrelas".

Mas Nathália diz que se sente mais tranquila em relação ao novo trabalho. "Não é pelo fato de já ter feito uma protagonista ou da crítica ter sido boa. Mas trabalhar com a mesma equipe de 'Paraíso' me deixa muito confortável", garante, se referindo ao trabalho anterior, no qual interpretou a Maria Rita, na trama de Benedito Ruy Barbosa.

Personagem principal de mais uma novela que aborda um tema religioso e na mesma faixa de horário, as semelhanças entre os trabalhos, no entanto, não vão muito longe. Diferentemente da Santinha, Viviane é uma jovem que teve uma infância difícil. Foi abandonada pela mãe ainda criança e se vê obrigada a ter de cuidar do pai, um viciado em jogo. "Ela tem uma garra que tento buscar em mim", destaca.

Depois de surgir de forma inesperada na vida de Daniel, vivido por Jayme Matarazzo, Viviane vai passar por outros conflitos. Além de ser chantageada pelo vilão Gilmar, de Alexandre Nero, para gerar o filho de Daniel, ela ainda vai nutrir um amor pelo espírito do moço. Apesar de instântaneo, o amor à primeira vista entre ambos não surpreende a atriz

"Acho que não importa o tempo, mas a intensidade. Às vezes, a gente conhece uma pessoa há muito tempo e não tem afinidade com ela", analisa. Para interpretar a personagem na trama, Nathália teve de aprender um pouco mais sobre espiritismo, tema que permeia os acontecimentos da novela. Sem ter uma opinião formada a respeito, a atriz participou de um "workshop" junto com outros colegas de elenco.

"Não tenho uma opinião definida sobre o que acredito e o que eu acho que acontece após a morte", confessa, ressaltando que acreditar no espiritismo não é fator primordial para dar vida ao papel. "Para mim, o mais importante é entender como isso se encaixa na história e não no que acredito", explica.

Para a atriz, o fator essencial na composição do papel foi a experiência de gravar no morro Dona Marta, na Zona Sul do Rio de Janeiro. "Foi muito importante ter essa vivência, porque é uma realidade diferente da minha. Pude ver como é o dia a dia das pessoas que moram ali", lembra, ainda impressionada com as escadarias do morro.

Ao contrário de alguns personagens que exigem um longo processo de caracterização, Viviane é marcada pela simplicidade. Por isso, para ajudar a dar o tom do papel, Nathália aparece sem grandes vaidades, que começa no vestuário. Quando se prepara para gravar ela, incluse, quase não usa maquiagem.

"Ela tem uma proposta mais vivida, que sabe se virar e tem jogo de cintura. Por isso, não uso muito maquiagem, até para mostrar as imperfeições da pele", justifica.

Além disso, ela teve de mudar o visual, drasticamente, para viver Viviane. Na novela, ela aparece com os cabelos mais escuros e a pele mais bronzeada. "A Santinha vivia em ambientes fechados, em um mundinho que a mãe dela criava. A Viviane não. Ela é uma pessoa do mundo, ativa e impulsiva", compara.

sábado, 10 de abril de 2010

Entrevista: Elizabeth Jhin

Espiritualidade, conto de fadas, romance... Autora explica tudo sobre a trama!
Título da Matéria

Formada em Teatro pela Uni-Rio, Elizabeth Jhin foi aluna da primeira Oficina de Roteiros da TV Globo. Após uma trajetória de 15 anos como colaboradora de grandes autores, escreveu sua primeira novela, Eterna Magia, sob a supervisão de Silvio de Abreu, em 2007. Em Escrito nas Estrelas, que estreia na próxima segunda-feira, dia 12, a mineira de Belo Horizonte de jeito simples e fala mansa, mãe de dois filhos, conta com uma equipe de quatro colaboradoras - Eliane Garcia, Lilian Garcia, Denise Bandeira e Duba Elia -, além da pesquisadora Marília Garcia. No relacionado à espiritualidade, recebe assessoria de Luiz Queiroz e Wagner Assis. Confira abaixo a entrevista com a autora da novela!

Como surgiu a ideia da história de Escrito nas Estrelas?
“A história surgiu a partir da leitura de um artigo sobre reprodução humana e os aspectos éticos ligados à ciência genética. Pensei em como seria uma mulher gerar um filho com o sêmen de um homem já falecido e comecei a me perguntar sobre as implicações de um ato desses na esfera espiritual.”

E como você vai abordar essa questão?
“Quis trazer para a trama inquietações transcendentais pelas quais todos passamos. Acredito que o tema da espiritualidade é um bom pano de fundo para uma obra de ficção, para uma bela história de amor. Também pretendo debater os avanços da ciência genética e as questões médicas e éticas que estão associadas a isso. Minha intenção é enfocar a espiritualidade no seu sentido amplo, aquela busca pelo sagrado que existe dentro do homem desde que ele se pôs de pé e conseguiu olhar para o alto. Quero mostrar uma espiritualidade ligada à alegria e ao amor que deveria existir entre as pessoas.”

De todo o trabalho de pesquisa feito para a novela, alguma curiosidade te chamou mais atenção?
“O processo todo de pesquisa para escrever a história foi muito interessante. Foram várias descobertas, muitas ligadas aos aspectos da reprodução humana assistida. Tive a oportunidade de visitar um laboratório especializado e ‘ver’ as etapas de uma fertilização in vitro, de entender as várias maneiras como a concepção pode ser feita artificialmente, e o que me comoveu bastante: os profissionais envolvidos considerarem que, acima de todos os inquestionáveis conhecimento e habilidade humanas, estão lidando com um milagre: a vida é um milagre muito além da união de dois gametas.”

Viviane é uma mocinha pobre, extremamente guerreira e que chega a ter um certo nariz empinado. A personagem passará por transformações quando se aproximar de Ricardo. Na sinopse, você chama essa trajetória de “a Cinderela do século XXI”. De onde surgiu essa ideia?
“Fui imaginando um homem que deseja um herdeiro mas seu único filho está morto. Mas, graças à tecnologia atual, existe o sêmen congelado deste filho, o que abre uma nova perspectiva para esse pai. Mas como escolher a mãe ideal para essa criança tão especial? Aí, claro, me veio à cabeça a história da Cinderela, do pai que manda chamar todas as moças do reino para escolher uma para o príncipe. Como estamos no século XXI, quis fazer uma heroína guerreira como são as mulheres de hoje.”

Um dos afetos retratados na história é o da relação de pai e filho, com Ricardo e Daniel, que apesar de se amarem, são muito diferentes. Viviane vai cruzar o caminho dos dois. Ela sentirá uma afinidade imediata no breve encontro que teve com Daniel e se encantará com os sonhos que tem com o rapaz, mas se apaixonará por Ricardo. Será um embate entre a idealização e a realização. Você acha que o público ficará dividido na torcida?
“Acho que sim! Será um embate entre o amor impossível, por isso mesmo idealizado, e o amor realizável, carnal, com tudo que ele traz de alegria e realização mas também de mágoas e incertezas. Viviane vai ficar dividida a partir de um certo momento embora saiba que o amor que Daniel sente por ela só poderá ser realizado na eternidade.”

O grande vilão da história, Gilmar, é extremamente sedutor. Corre o risco de o público se apaixonar por ele?
“Acho que sim! O vilão de modo geral é uma figura muito atraente porque realiza uma série de fantasias nossas pouco confessáveis. O Alexandre está fazendo brilhantemente o Gilmar! Aliás, o elenco está maravilhoso, estou muito feliz e orgulhosa com isso!”

Por trás das câmeras há o olhar do diretor de núcleo, Rogério Gomes, e é a primeira vez que vocês trabalham juntos. Como tem sido essa dobradinha?
“Estou encantada com o talento e a dedicação do Rogério! A impressão que tenho é que já trabalhamos juntos há muito e muito tempo, tal o entrosamento que alcançamos. O Rogério está transformando a novela em algo muito especial, fico emocionada e agradecida ao ver as cenas que foram gravadas. Espero que a ‘dobradinha’ continue por muitos anos!”

Não perca a estreia de Escrito nas Estrelas na próxima segunda-feira, dia 12!